O Cruzeiro escreveu um novo capítulo em sua história ao sagrar-se campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026, conquistando o bicampeonato da mais prestigiada competição de base do futebol brasileiro. A vitória sobre o São Paulo por 2 a 1, no emblemático Estádio do Pacaembu, marcou o fim de um jejum de 19 anos sem levantar a taça, coroando uma campanha impecável e invicta, com nove vitórias em nove jogos.
A Trajetória Impecável Rumo ao Título Invicto
As 'Crias da Toca', como é conhecido o time sub-20 do Cruzeiro, demonstraram superioridade desde o início da 56ª edição da Copinha. Iniciando a disputa entre 128 equipes divididas em 34 chaves, o time mineiro não apenas liderou o Grupo 13, mas também o fez com triunfos convincentes sobre Barra-SC, Esporte de Patos e Francana, estabelecendo um padrão de domínio.
Nas fases eliminatórias, o Cruzeiro manteve sua performance implacável, superando adversários de peso. A jornada vitoriosa incluiu a eliminação de equipes como Meia-Noite, Ponte Preta, Santos e Guanabara City, pavimentando o caminho para a semifinal, onde enfrentou e venceu o Grêmio, garantindo sua vaga na grande final. Ao longo dos 22 dias de competição, o desempenho ofensivo foi notável, com 22 gols marcados, enquanto a defesa se mostrou sólida, sofrendo apenas cinco gols em toda a campanha.
Emoção e Estratégia na Grande Final do Pacaembu
A decisão contra o São Paulo, campeão de 2025, foi um espetáculo de táticas e emoções. O primeiro tempo viu um jogo equilibrado, com leve predomínio cruzeirense na construção. Aos 11 minutos, a 'Raposa' abriu o placar com William, que aproveitou uma cobrança de escanteio de Baptistella para subir sozinho e cabecear para as redes, após uma falha da defesa tricolor. A vantagem celeste impulsionou o time a buscar a ampliação, esbarrando, contudo, nas defesas inspiradas do goleiro João Pedro, do São Paulo. Do outro lado, o arqueiro celeste Victor Lamourier também se destacava com intervenções cruciais, mas não pôde evitar o empate aos 47 minutos, quando Isac, após escorada de Gustavo Santana em novo escanteio, deixou tudo igual no marcador.
Na etapa complementar, o cenário mudou, com ambas as equipes se fechando mais e o jogo se tornando mais truncado. Aos 17 minutos, uma substituição decisiva feita pelo técnico Mairon César mudou os rumos da partida: Gustavinho entrou em campo no lugar de William. Apenas 11 minutos depois, o camisa 7, em sua primeira participação na competição, arriscou um chute de fora da área. A bola tocou a trave e, caprichosamente, bateu nas costas do goleiro João Pedro antes de entrar, garantindo o gol da vitória. O Cruzeiro retomou a liderança, fazendo 2 a 1. Mesmo visivelmente exaustos, os paulistas buscaram o empate e chegaram a ter um pênalti assinalado a seu favor aos 31 minutos, após falta de Kaiquy Luiz. Contudo, a revisão do VAR corrigiu a decisão, marcando a infração fora da área, permitindo que o Cruzeiro administrasse o placar até o apito final.
O Legado de um Bicampeonato Histórico
Este título não apenas encerra um período de quase duas décadas sem a taça da Copinha, mas também eleva o Cruzeiro a um patamar de destaque na história do torneio. Com o segundo troféu, a equipe mineira se iguala a clubes tradicionais como Palmeiras, Nacional-SP, Portuguesa e Ponte Preta em número de conquistas. Embora o Corinthians permaneça como o maior vencedor com 11 taças, e equipes como São Paulo, Fluminense e Internacional ostentem cinco títulos cada, a vitória invicta de 2026 solidifica a força da base cruzeirense e a promessa de futuros talentos para o futebol nacional.
A campanha vitoriosa da 'Crias da Toca' na Copinha 2026 representa um marco para o clube, reforçando o valor de seu trabalho de formação de atletas. O bicampeonato é uma celebração não só do talento em campo, mas também da resiliência, estratégia e união de um grupo que superou desafios e adversários para gravar seu nome na galeria de campeões, projetando um futuro promissor para a instituição e para o futebol brasileiro.

