A temporada de tênis de 2026 teve início com momentos de contraste para os representantes brasileiros no WTA 500 de Adelaide, na Austrália. Enquanto Luisa Stefani e sua parceira temporária garantiram uma estreia vitoriosa nas duplas, a talentosa Beatriz Haddad Maia enfrentou uma eliminação precoce na chave de simples. Paralelamente, a expectativa para o Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, cresce com a projeção de João Fonseca para se tornar um cabeça de chave, marcando um feito histórico para o tênis masculino do país.
Desempenho em Adelaide: Vitórias e Despedidas Prematuras
Luisa Stefani, figurando como a 13ª no ranking mundial de duplas, demonstrou consistência ao lado da tcheca Marie Bouzkova. A parceria, formada devido a uma lesão de sua habitual companheira Gabriela Dabrowski, superou a dupla estoniana-norueguesa de Ingrid Neel e Ulrikke Eikeri em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/0, assegurando vaga nas quartas de final do torneio. Stefani expressou otimismo sobre a colaboração com Bouzkova, destacando a química natural e a solidez da parceira. O próximo desafio da dupla será contra as cabeças de chave 4, a cazaque Anna Danilina e a sérvia Aleksandra Krunic.
No entanto, a jornada de Beatriz Haddad Maia em simples foi interrompida logo na primeira rodada. A brasileira, que busca reencontrar seu ritmo após um período focado na saúde mental, sofreu uma derrota de virada para a jovem promessa canadense Victoria Mboko. Haddad foi superada por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 3/6 e 2/6, dando adeus à competição preparatória para o Aberto da Austrália.
Recomposições e Novos Desafios nas Parcerias
Apesar da parceria temporária com Bouzkova em Adelaide, Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski planejam retomar a dupla para o circuito de 2026, dando continuidade a uma colaboração bem-sucedida que já rendeu títulos como o WTA 1000 de Montreal e finais em torneios como Cincinnati e San Jose entre 2020 e 2023. Essa readaptação visa consolidar a parceria que já mostrou grande potencial em temporadas anteriores.
No torneio masculino de Adelaide, a atenção brasileira se volta para a dupla gaúcha Rafael Matos e Orlando Luz, que farão sua estreia contra a experiente parceria formada pelo norte-americano Austin Krajicek e o croata Nikola Mektić. Este confronto será um importante teste para a dupla brasileira no início da temporada.
Expectativas para o Aberto da Austrália: Destaque Histórico e Busca por Recuperação
Um dos principais destaques para o tênis brasileiro no Aberto da Austrália é a iminente ascensão de João Fonseca ao status de cabeça de chave. Com apenas 19 anos, Fonseca deve iniciar o Grand Slam como cabeça de chave número 28, um feito inédito para o Brasil em 11 anos no circuito masculino desde Thomaz Bellucci no US Open. Essa projeção se deve à sua ascensão no ranking mundial para a 30ª posição e a desistências de outros competidores, consolidando-o como uma das grandes promessas do país, mesmo se recuperando de dores lombares que o afastaram de torneios preparatórios.
Bia Haddad Maia, por sua vez, também está confirmada na chave principal do Aberto da Austrália. Contudo, devido a uma pausa antecipada na temporada passada para focar em sua saúde mental, a brasileira perdeu posições no ranking e não será uma das cabeças de chave, ocupando atualmente a 39ª colocação. Sua participação em Melbourne será uma oportunidade para retomar o ritmo competitivo e buscar uma melhor performance.
Qualificatório do Aberto da Austrália: Brasileiros em Busca da Chave Principal
Ainda em busca de uma vaga na chave principal do Grand Slam australiano, Thiago Wild, que ocupa a 216ª posição no ranking, enfrenta o equatoriano Álvaro Guillen Meza na primeira das três rodadas do qualificatório. A jornada é desafiadora, exigindo vitórias consecutivas para garantir um lugar entre os melhores.
Outro brasileiro, Gustavo Heide (238º do mundo), iniciou sua campanha no qualificatório com uma vitória convincente sobre o britânico Jay Clarke por duplo 6/3, avançando à segunda rodada. Seu próximo adversário será o croata Dino Prizmic, em um confronto crucial para suas aspirações. Infelizmente, outros compatriotas como João Lucas Reis e Laura Pigossi não tiveram a mesma sorte e foram superados em suas respectivas partidas de qualificação.
Em suma, o início da temporada de tênis para os brasileiros apresenta um cenário de contrastes, com vitórias em duplas, derrotas em simples e a emocionante perspectiva de um novo capítulo histórico para João Fonseca. As atenções agora se voltam para o Aberto da Austrália, onde cada atleta buscará consolidar seu lugar no circuito e lutar por resultados expressivos.

