Conecte-se conosco

Olá, o que você está procurando?

Matinhos, PR
Portal do PinguimPortal do Pinguim

Mundo

Confronto Aberto: Trump Ameaça Cuba, que Reage com Firmeza Soberana

© Ricardo Stuckert/PR e REUTERS/Kevin Lamarque - Proibido Reprodução

Uma nova e acirrada troca de acusações marcou as relações entre Estados Unidos e Cuba neste domingo, quando o ex-presidente Donald Trump utilizou sua plataforma Truth Social para proferir duras ameaças contra a ilha caribenha. As declarações de Trump, que miram diretamente no fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba e em supostos serviços de segurança, provocaram uma resposta imediata e veemente do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que reafirmou a soberania de seu país e criticou a política norte-americana.

As Acusações de Trump: Fim da Ajuda Venezuelana e Aviso a Havana

Em sua publicação, Donald Trump afirmou categoricamente que Cuba não mais desfrutará do petróleo que recebia da Venezuela. Ele alegou que, por muitos anos, a ilha caribenha se beneficiou de um vasto volume de petróleo e recursos financeiros venezuelanos em troca de fornecer o que ele descreveu como "serviços de segurança" aos "últimos ditadores venezuelanos". O ex-presidente sentenciou: "Agora isso acabou!".

Prosseguindo em suas acusações, Trump mencionou um incidente específico, afirmando que a maioria dos cubanos que atuariam como seguranças pessoais de Nicolás Maduro, o presidente da Venezuela, teriam sido mortos em uma operação de sequestro do líder venezuelano, ocorrida em 3 de janeiro. Sem fornecer detalhes ou provas, ele declarou que "A Venezuela agora tem os EUA, a força militar mais poderosa do mundo (de longe!) pra protegê-los". O ex-mandatário norte-americano concluiu suas mensagens com um aviso direto ao governo cubano, sugerindo: "Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais".

A Resposta Contundente de Cuba: Soberania e Defesa Nacional

A reação de Miguel Díaz-Canel foi imediata e enfática, utilizando as redes sociais para rebater as ameaças de Trump. O presidente cubano proclamou que "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer". Ele destacou que a ilha não é uma agressora, mas sim um país que tem sido "agredida pelos EUA há 66 anos", e que, apesar disso, não ameaça, mas se prepara "para defender a Pátria até a última gota de sangue".

Díaz-Canel também abordou as carências econômicas que afetam Cuba, refutando a ideia de que sejam culpa da Revolução Cubana. Segundo ele, aqueles que atribuem tais dificuldades à revolução "deveriam se calar por vergonha, porque sabem e reconhecem que elas são fruto das medidas de asfixia extrema que os EUA nos aplicam há seis décadas e que agora ameaçam superar". Em uma crítica direta, o líder cubano afirmou que os EUA "não têm moral nenhuma para apontar o dedo para Cuba, pois transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas", e que os opositores da nação estariam "consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político".

O Pano de Fundo Geopolítico: Venezuela e a Persistência do Embargo

As recentes declarações de Donald Trump não surgem isoladas, mas estão inseridas em um complexo e longo histórico de tensões entre os Estados Unidos e Cuba, com a Venezuela emergindo como um ponto crucial de atrito. A dependência cubana do petróleo venezuelano tem sido um pilar fundamental para a ilha, especialmente desde o colapso da União Soviética. A ameaça de cortar essa fonte de energia representa uma intensificação significativa da pressão econômica norte-americana sobre Havana.

A menção de Trump a uma suposta operação de sequestro de Maduro e a suposta morte de seguranças cubanos adiciona uma camada de gravidade e imprevisibilidade à retórica, conectando a política externa dos EUA não apenas à desestabilização de Cuba, mas também de regimes aliados na região. Este cenário reforça a percepção cubana de uma agressão contínua, que remonta a mais de seis décadas de embargo econômico, financeiro e comercial, um bloqueio que Havana consistentemente aponta como a principal causa de suas dificuldades econômicas. A troca de farpas eleva a retórica hostil e sugere que a política de pressão máxima sobre Cuba e seus aliados regionais continua sendo uma ferramenta ativa na agenda política norte-americana.

A troca de farpas entre os líderes de Washington e Havana sublinha a profunda animosidade que persiste entre as duas nações. As declarações de Trump sinalizam uma intenção de intensificar a pressão econômica e política sobre a ilha, enquanto a resposta firme de Díaz-Canel reitera a posição inabalável de Cuba em face das sanções e ameaças. Este embate projeta um cenário de contínua tensão e desafio recíproco, indicando que a resolução das históricas divergências entre Estados Unidos e Cuba permanece distante.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Matinhos

Em uma cerimônia carregada de emoção e simbolismo, o município de Matinhos, no litoral do Paraná, celebrou nesta terça-feira o anúncio e o lançamento...

Brasil

O governo federal brasileiro deu um passo significativo para o fortalecimento das relações diplomáticas e da cooperação militar no Cone Sul, com a sanção...

Brasil

São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), foi palco de um evento climático severo no início da noite do último sábado...

Big Brother Brasil

As especulações sobre a participação de Christiane Torloni, uma das grandes damas da teledramaturgia brasileira, na próxima edição do 'Big Brother Brasil' chegaram ao...

Portal do Pinguim © 2026. Todos os direitos reservados. Este site é administrado por LITORAL PRESS HUB CRIATIVO - CNPJ: 64.413.860/0001-30