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FIFA e Brasil Reforçam Visão do Futebol como Elo Unificador Global

© Reuters/Dan Mullan/proibida reprodução

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, reiterou na última segunda-feira a convicção de que o futebol transcende barreiras e atua como uma poderosa força de união entre os povos. A declaração foi feita em Brasília, após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e contextualiza os próximos grandes eventos do esporte, como a Copa do Mundo Masculina de 2026 e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil, em um cenário global complexo.

Copa do Mundo de 2026: Um Marco de Conexão Transnacional

A próxima Copa do Mundo masculina, agendada para 2026, promete ser um evento sem precedentes. Pela primeira vez na história do torneio, três nações – Estados Unidos, México e Canadá – compartilharão a organização, e a competição será expandida para incluir 48 seleções. Infantino destacou essa edição como uma oportunidade ímpar para aproximar as pessoas e os países, um ideal particularmente relevante no contexto mundial atual. Segundo ele, o olhar da Fifa está sempre no futuro, com o objetivo primordial de que eventos como os Mundiais masculino e feminino sirvam para unir o planeta em torno da paixão pelo futebol.

O entusiasmo do público por esses grandes torneios é palpável. Um exemplo claro foi a Copa do Mundo de 2022, que, apesar de ter apenas 6 milhões de ingressos disponíveis, recebeu mais de 500 milhões de solicitações. Esse dado, conforme Infantino, demonstra a sede das pessoas por celebração e por momentos compartilhados através do esporte, sublinhando a necessidade de ocasiões que promovam a unidade global.

Navegando Desafios Geopolíticos: A Resiliência do Esporte

O caminho para a Copa do Mundo de 2026, no entanto, não está isento de desafios. Recentemente, a possibilidade de um boicote por parte de algumas seleções europeias surgiu em discussões, motivado por declarações do ex-presidente estadunidense Donald Trump sobre a intenção de anexar a Groenlândia. Trump havia ameaçado impor tarifas a nações europeias que não apoiassem seu plano, alegando razões de segurança nacional dos Estados Unidos.

Apesar da oposição de governos como o francês aos planos de Trump, a ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, manifestou que seu país não tem qualquer intenção de se retirar da Copa do Mundo. Ferrari enfatizou sua crença na separação entre esporte e política, defendendo que a Copa do Mundo representa um momento crucial para todos os amantes do esporte. Essa postura reflete o desejo de manter a integridade e o espírito de união que o torneio propõe, independentemente das tensões políticas.

Brasil em Destaque: Sediar e Impulsionar o Futebol Feminino e Outras Causas

O Brasil será o anfitrião da Copa do Mundo Feminina da Fifa em 2027, um dos temas centrais do encontro entre Lula e Infantino. A expectativa da Fifa é que o país receba aproximadamente 3 milhões de torcedores de diversas partes do mundo para a competição. Infantino assegurou que o Brasil está pronto para acolher o evento, que não visa apenas impulsionar o futebol feminino, mas também promover causas mais amplas ligadas às mulheres, incluindo o combate à violência de gênero e ao feminicídio. A iniciativa prevê um forte foco na educação sobre esses temas.

Além do Mundial Feminino, o Brasil demonstra ambição para sediar outro evento de grande porte. Segundo Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o país considera formalizar uma candidatura para receber o Mundial de Clubes da Fifa em 2029. Xaud expressou a confiança de que o Brasil possui a capacidade necessária para organizar um evento grandioso como esse, embora reconheça que a concretização da candidatura dependerá de extensas negociações e ajustes, sinalizando o desejo do Brasil de se consolidar como um polo de grandes competições futebolísticas.

Em suma, as recentes declarações de Gianni Infantino e os planos para os próximos torneios reforçam a visão da Fifa de que o futebol é mais do que um esporte; é um veículo potente para a união global. Com o Brasil assumindo um papel central nos próximos anos, tanto como anfitrião da Copa do Mundo Feminina quanto como potencial candidato para outros eventos, o país se posiciona como um protagonista na promoção desses valores de conexão e celebração mútua, superando os desafios e promovendo o diálogo através da paixão universal pelo futebol.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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