O tenista brasileiro João Fonseca, número 32 do mundo, teve uma despedida prematura do Aberto da Austrália de 2026. Aos 19 anos, o carioca foi superado na primeira rodada do Grand Slam em Melbourne pelo norte-americano Eliot Spizzirri, que ocupa a 89ª posição no ranking, em uma partida que durou 2 horas e 41 minutos. Fonseca, que fazia sua estreia na temporada e no principal torneio australiano, perdeu por 3 sets a 1, com parciais de 6/4, 2/6, 6/1 e 6/2, evidenciando um ritmo de jogo ainda não idealizado.
Impacto das Dores Lombares na Pré-Temporada
A performance de Fonseca foi diretamente influenciada por problemas físicos recorrentes. Devido a dores lombares, o jovem atleta adiou sua estreia na temporada por duas ocasiões, optando por não competir nos ATPs 250 de Brisbane e Adelaide, ambos eventos preparatórios cruciais para o Grand Slam. Essa interrupção não foi um fato isolado; em outubro do ano anterior, Fonseca já havia encerrado sua temporada de forma antecipada para tratar a mesma condição. O próprio tenista reconheceu a defasagem em seu preparo, afirmando: "Eu diria que precisava de mais tempo. Desde o início de Brisbane eu não estava jogando, depois voltei, mas de forma lenta. Em seguida parei de novo. Fiquei quase 15 dias sem treinar a 100%, sem intensidade máxima."
Perspectivas Pós-Eliminação e Próximos Desafios
Apesar do revés, João Fonseca demonstrou otimismo e resiliência ao sair da quadra. Ele enfatizou a importância de extrair lições positivas da experiência, especialmente em relação à sua saúde. "Minhas costas estão 100%, estou saudável de novo. Só precisava de tempo", declarou. O brasileiro encarou o desafio como uma oportunidade de aprendizado sobre como gerenciar uma partida de cinco sets sem estar no auge físico, reconhecendo o cansaço precoce e a falta de ritmo. Para Fonseca, foi uma valiosa experiência para conhecer seus limites, sem arrependimentos. Seu próximo compromisso já está agendado para o ATP 250 de Buenos Aires, a partir de 9 de fevereiro, onde buscará defender o bicampeonato.
O Desempenho Brasileiro nas Chaves de Simples
Com a eliminação de João Fonseca, o Brasil não possui mais representantes nas chaves de simples do Aberto da Austrália. A tenista paulista Beatriz Haddad Maia, número 39 do mundo, também se despediu precocemente do Grand Slam. Ela foi surpreendida na estreia, em 17 de janeiro, pela cazaque Yulia Putintseva, que conquistou a vitória de virada por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 7/5 e 6/3.
Esperanças Brasileiras Depositadas nas Duplas
Embora as chaves de simples não contem mais com tenistas brasileiros, as atenções agora se voltam para as duplas. Nesta terça-feira, 20 de janeiro, a partir das 21h (horário de Brasília), duas parcerias com atletas do Brasil iniciarão suas campanhas.
Duplas Femininas
Luisa Stefani, em parceria com a canadense Gabriela Dabrowski, enfrentará as norte-americanas McCartney Kessler e Jessica Pegula. Esta partida marca o retorno e a primeira aparição de Stefani e Dabrowski juntas na temporada de 2026, após um período de parceria entre 2020 e 2023 que rendeu títulos como o WTA 1000 de Montreal. Outra representante brasileira é Laura Pigossi, que ao lado da tcheca Sára Bejlek, duelará contra as tchecas Jesika Maleckova e Miriam Kolodziej na primeira rodada. Infelizmente, a dupla da carioca Ingrid Gamarra com a filipina Alexandra Eala já foi eliminada, perdendo para Magda Linette e Shuko Aoyama por 2 sets a 1 (7/6 (7-3), 6/2 e 6/3) nesta terça.
Duplas Masculinas
No masculino, a partir de 0h30 de quarta-feira, 21 de janeiro, os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz disputarão sua primeira rodada em Melbourne contra os holandeses Jesper de Jong e Sem Verbeek. Mais tarde, às 21h, a dupla formada pelo mineiro Marcelo Melo e o carioca Fernando Romboli fará sua estreia contra o mexicano Santiago González e o holandês David Pel. Na segunda-feira, 19 de janeiro, a dupla do gaúcho Marcelo Demoliner com o holandês Jean-Julien Rojer foi eliminada após derrota na estreia para os cazaques Alexander Bublik e Andriy Shevchenko por 2 sets a 0 (6/3 e 6/2).
A participação brasileira no Aberto da Austrália de 2026 reflete os desafios de uma pré-temporada conturbada para alguns atletas, especialmente João Fonseca, que enfrentou dores lombares. Embora as chaves de simples tenham chegado ao fim para o Brasil, as esperanças agora se concentram nas duplas femininas e masculinas, que buscam avançar no primeiro Grand Slam do ano e trazer bons resultados para o país, com tenistas experientes e parcerias promissoras ainda em disputa.

